O presente do indicativo descreve hábitos, verdades, situações atuais e ações que acontecem regularmente. Nesta fase, o foco é ampliar verbos regulares e irregulares em frases mais naturais.
Eu trabalho de manhã.
Ela sempre chega cedo.
Nós conhecemos bem a cidade.
Verbos reflexivos
Verbos reflexivos indicam que o sujeito pratica e recebe a ação. Usam pronomes como me, te, se, nos e se junto ao verbo.
Eu me levanto às sete.
Ela se chama Mariana.
Nós nos encontramos no centro.
Pretérito perfeito simples: verbos regulares e irregulares
O pretérito perfeito marca ações terminadas no passado. Verbos regulares seguem terminações previsíveis; verbos frequentes como ir, fazer, ter e estar têm formas próprias.
Eu falei com ele ontem.
Nós comemos tarde.
Ela fez o exercício.
Pretérito imperfeito: descrição, hábito e contexto
O pretérito imperfeito descreve hábitos passados, cenários, estados e ações em progresso no passado. Ele cria o fundo da narrativa.
Quando eu era criança, brincava na rua.
A casa era pequena.
Chovia muito naquela tarde.
Pretérito perfeito vs imperfeito
Use o perfeito para ações concluídas e eventos principais; use o imperfeito para contexto, descrição, repetição ou ação habitual. Muitas narrativas combinam os dois.
Eu estudava quando ela ligou.
Ele morava em Recife, mas se mudou para Belo Horizonte.
Fomos ao mercado e compramos frutas.
Atenção: Não use sempre o perfeito para qualquer passado: "eu era criança" descreve um estado, enquanto "eu fui criança" soa marcado e depende do contexto.
Pretérito mais-que-perfeito composto em usos básicos
O mais-que-perfeito composto mostra que uma ação aconteceu antes de outra ação passada. Forma-se com tinha/havia + particípio.
Quando cheguei, ela já tinha saído.
Nós havíamos terminado o trabalho.
Ele não tinha visto a mensagem.
Futuro do presente
O futuro do presente expressa acontecimentos futuros, previsões ou promessas. Na fala cotidiana, muitas vezes é substituído por ir + infinitivo.
Eu viajarei amanhã.
Eles chegarão cedo.
Faremos o possível.
Futuro com ir + infinitivo vs futuro simples
Ir + infinitivo é comum na fala e em planos próximos. O futuro simples é mais frequente em escrita formal, previsões, compromissos oficiais ou estilo mais solene.
Vou ligar mais tarde.
O evento começará às nove.
Eles vão mudar de casa no mês que vem.
Futuro do pretérito / condicional em pedidos educados
O futuro do pretérito, também chamado de condicional em muitos materiais, suaviza pedidos, sugestões e desejos. Formas como gostaria, poderia e seria tornam a frase mais cortês.
Gostaria de um café, por favor.
Você poderia repetir?
Seria possível mudar o horário?
Estar + gerúndio
No português brasileiro, estar + gerúndio indica uma ação em progresso no momento da fala ou em torno do presente. É a forma natural em frases como está fazendo, está acordando e estou estudando.
Estou estudando agora.
Ela está fazendo as malas.
Eles estão preparando o jantar.
Particípio regular e irregular
O particípio aparece em tempos compostos, passivas e adjetivos. Muitos verbos têm particípio regular; alguns têm forma irregular ou dupla.
Eu tinha terminado.
A porta está aberta.
O relatório foi escrito ontem.
Pronomes de objeto direto: me, te, o, a, nos, os, as
Pronomes de objeto direto substituem o complemento que recebe diretamente a ação do verbo. Eles evitam repetição e tornam o texto mais coeso.
Eu vi a Ana. Eu a vi.
Ele me chamou.
Nós os encontramos no parque.
Pronomes de objeto indireto: me, te, lhe, nos, lhes
Pronomes de objeto indireto substituem complementos introduzidos por preposição, especialmente pessoas que recebem, ouvem ou são afetadas pela ação.
Entreguei o livro à professora. Entreguei-lhe o livro.
Ela me telefonou.
Nós lhes enviamos uma resposta.
Colocação pronominal em usos básicos
A colocação pronominal trata da posição dos pronomes átonos em relação ao verbo. No português brasileiro, a próclise é muito comum na fala e na escrita natural; a ênclise aparece mais em registros formais, no imperativo afirmativo e em alguns infinitivos.
Eu me lembro disso.
Não se preocupe.
Escute-me, por favor.
Atenção: Palavras negativas como "não" normalmente atraem o pronome: "não me lembro", não "não lembro-me" na norma-padrão.
Pronomes tônicos com preposição
Depois de preposições, usam-se pronomes tônicos como mim, você, ele, ela, nós, vocês, eles e elas. Eles aparecem em complementos preposicionados.
Isto é para mim.
Ela falou comigo.
O presente é de vocês.
Atenção: Depois de preposição simples, use "mim"; mas antes de infinitivo com sujeito, use "eu": "para eu fazer".
Comparativos: mais que, menos que, tão... quanto
Comparativos indicam superioridade, inferioridade ou igualdade. A estrutura muda conforme comparamos adjetivos, advérbios, substantivos ou ações.
Ela é mais alta que eu.
Este exercício é menos difícil.
Ele é tão simpático quanto o irmão.
Superlativos relativos e absolutos
O superlativo relativo compara alguém ou algo dentro de um grupo; o absoluto intensifica a qualidade sem comparação direta.
Ela é a mais rápida da turma.
O filme foi muito bom.
A explicação foi claríssima.
Quantificadores: algum, nenhum, todo, cada, vários
Quantificadores indicam quantidade, totalidade, ausência ou distribuição. Muitos concordam com o substantivo em gênero e número.
Tenho algumas dúvidas.
Nenhum aluno faltou.
Cada pessoa recebeu um bilhete.
Muito vs muitos; pouco vs poucos
Muito e pouco variam quando acompanham substantivos, mas ficam invariáveis quando modificam verbos, adjetivos ou advérbios. A diferença é entre quantidade de coisas e intensidade.
Há muitas pessoas aqui.
Ela trabalha muito.
Temos poucos recursos.
A sala está pouco iluminada.
Por vs para em usos básicos
Para costuma indicar destino, finalidade, prazo ou destinatário. Por costuma indicar causa, meio, passagem, troca ou duração aproximada.
Vou para casa.
Estudo para aprender.
Passei pelo centro.
Obrigado pelo presente.
Atenção: "Para" aponta muitas vezes para objetivo/destino; "por" aponta muitas vezes para causa/caminho/meio. Não há tradução única para "for".
Preposições regidas por verbos frequentes
Alguns verbos pedem preposições específicas. Essas combinações devem ser aprendidas como padrões: gostar de, precisar de, pensar em, chegar a, falar com.
Gosto de ler.
Preciso de ajuda.
Ela pensa em viajar.
Orações relativas com que, quem, onde
Orações relativas acrescentam informação sobre um nome. Que é o relativo mais geral; quem se refere a pessoas; onde se refere a lugar.
O livro que comprei é ótimo.
A pessoa com quem falei foi gentil.
Esta é a cidade onde nasci.
Orações temporais com quando, antes de, depois de
Orações temporais situam uma ação no tempo em relação a outra. Podem usar verbo conjugado ou infinitivo, dependendo da estrutura.
Quando cheguei, todos estavam sentados.
Antes de sair, feche a porta.
Depois de estudar, descansei.
Orações causais com porque, como
Orações causais explicam o motivo de uma ação ou situação. Porque normalmente aparece depois da oração principal; como com valor causal costuma aparecer no início.
Fiquei em casa porque estava doente.
Como estava tarde, fomos embora.
Ela sorriu porque entendeu a piada.
Orações finais com para + infinitivo
Para + infinitivo expressa finalidade ou objetivo. É uma forma simples e frequente de dizer por que alguém faz algo.
Estudo para passar no exame.
Saí cedo para comprar pão.
Ela ligou para confirmar a reunião.
Gostar de, preferir, precisar, começar a
Esses verbos são muito úteis para expressar preferência, necessidade e início de ação. Cada um tem sua regência: gostar de, preferir algo a outra coisa, precisar + infinitivo, precisar de + substantivo e começar a + infinitivo.