Ir para o conteúdo principal
Todos os guias de gramática
Portuguesa Gramática para lusófonos

A2 Nível Básico Portuguesa Gramática

26 tópicos

Presente do indicativo: revisão e ampliação

O presente do indicativo descreve hábitos, verdades, situações atuais e ações que acontecem regularmente. Nesta fase, o foco é ampliar verbos regulares e irregulares em frases mais naturais.

  • Eu trabalho de manhã.
  • Ela sempre chega cedo.
  • Nós conhecemos bem a cidade.

Verbos reflexivos

Verbos reflexivos indicam que o sujeito pratica e recebe a ação. Usam pronomes como me, te, se, nos e se junto ao verbo.

  • Eu me levanto às sete.
  • Ela se chama Mariana.
  • Nós nos encontramos no centro.

Pretérito perfeito simples: verbos regulares e irregulares

O pretérito perfeito marca ações terminadas no passado. Verbos regulares seguem terminações previsíveis; verbos frequentes como ir, fazer, ter e estar têm formas próprias.

  • Eu falei com ele ontem.
  • Nós comemos tarde.
  • Ela fez o exercício.

Pretérito imperfeito: descrição, hábito e contexto

O pretérito imperfeito descreve hábitos passados, cenários, estados e ações em progresso no passado. Ele cria o fundo da narrativa.

  • Quando eu era criança, brincava na rua.
  • A casa era pequena.
  • Chovia muito naquela tarde.

Pretérito perfeito vs imperfeito

Use o perfeito para ações concluídas e eventos principais; use o imperfeito para contexto, descrição, repetição ou ação habitual. Muitas narrativas combinam os dois.

  • Eu estudava quando ela ligou.
  • Ele morava em Recife, mas se mudou para Belo Horizonte.
  • Fomos ao mercado e compramos frutas.

Atenção: Não use sempre o perfeito para qualquer passado: "eu era criança" descreve um estado, enquanto "eu fui criança" soa marcado e depende do contexto.

Pretérito mais-que-perfeito composto em usos básicos

O mais-que-perfeito composto mostra que uma ação aconteceu antes de outra ação passada. Forma-se com tinha/havia + particípio.

  • Quando cheguei, ela já tinha saído.
  • Nós havíamos terminado o trabalho.
  • Ele não tinha visto a mensagem.

Futuro do presente

O futuro do presente expressa acontecimentos futuros, previsões ou promessas. Na fala cotidiana, muitas vezes é substituído por ir + infinitivo.

  • Eu viajarei amanhã.
  • Eles chegarão cedo.
  • Faremos o possível.

Futuro com ir + infinitivo vs futuro simples

Ir + infinitivo é comum na fala e em planos próximos. O futuro simples é mais frequente em escrita formal, previsões, compromissos oficiais ou estilo mais solene.

  • Vou ligar mais tarde.
  • O evento começará às nove.
  • Eles vão mudar de casa no mês que vem.

Futuro do pretérito / condicional em pedidos educados

O futuro do pretérito, também chamado de condicional em muitos materiais, suaviza pedidos, sugestões e desejos. Formas como gostaria, poderia e seria tornam a frase mais cortês.

  • Gostaria de um café, por favor.
  • Você poderia repetir?
  • Seria possível mudar o horário?

Estar + gerúndio

No português brasileiro, estar + gerúndio indica uma ação em progresso no momento da fala ou em torno do presente. É a forma natural em frases como está fazendo, está acordando e estou estudando.

  • Estou estudando agora.
  • Ela está fazendo as malas.
  • Eles estão preparando o jantar.

Particípio regular e irregular

O particípio aparece em tempos compostos, passivas e adjetivos. Muitos verbos têm particípio regular; alguns têm forma irregular ou dupla.

  • Eu tinha terminado.
  • A porta está aberta.
  • O relatório foi escrito ontem.

Pronomes de objeto direto: me, te, o, a, nos, os, as

Pronomes de objeto direto substituem o complemento que recebe diretamente a ação do verbo. Eles evitam repetição e tornam o texto mais coeso.

  • Eu vi a Ana. Eu a vi.
  • Ele me chamou.
  • Nós os encontramos no parque.

Pronomes de objeto indireto: me, te, lhe, nos, lhes

Pronomes de objeto indireto substituem complementos introduzidos por preposição, especialmente pessoas que recebem, ouvem ou são afetadas pela ação.

  • Entreguei o livro à professora. Entreguei-lhe o livro.
  • Ela me telefonou.
  • Nós lhes enviamos uma resposta.

Colocação pronominal em usos básicos

A colocação pronominal trata da posição dos pronomes átonos em relação ao verbo. No português brasileiro, a próclise é muito comum na fala e na escrita natural; a ênclise aparece mais em registros formais, no imperativo afirmativo e em alguns infinitivos.

  • Eu me lembro disso.
  • Não se preocupe.
  • Escute-me, por favor.

Atenção: Palavras negativas como "não" normalmente atraem o pronome: "não me lembro", não "não lembro-me" na norma-padrão.

Pronomes tônicos com preposição

Depois de preposições, usam-se pronomes tônicos como mim, você, ele, ela, nós, vocês, eles e elas. Eles aparecem em complementos preposicionados.

  • Isto é para mim.
  • Ela falou comigo.
  • O presente é de vocês.

Atenção: Depois de preposição simples, use "mim"; mas antes de infinitivo com sujeito, use "eu": "para eu fazer".

Comparativos: mais que, menos que, tão... quanto

Comparativos indicam superioridade, inferioridade ou igualdade. A estrutura muda conforme comparamos adjetivos, advérbios, substantivos ou ações.

  • Ela é mais alta que eu.
  • Este exercício é menos difícil.
  • Ele é tão simpático quanto o irmão.

Superlativos relativos e absolutos

O superlativo relativo compara alguém ou algo dentro de um grupo; o absoluto intensifica a qualidade sem comparação direta.

  • Ela é a mais rápida da turma.
  • O filme foi muito bom.
  • A explicação foi claríssima.

Quantificadores: algum, nenhum, todo, cada, vários

Quantificadores indicam quantidade, totalidade, ausência ou distribuição. Muitos concordam com o substantivo em gênero e número.

  • Tenho algumas dúvidas.
  • Nenhum aluno faltou.
  • Cada pessoa recebeu um bilhete.

Muito vs muitos; pouco vs poucos

Muito e pouco variam quando acompanham substantivos, mas ficam invariáveis quando modificam verbos, adjetivos ou advérbios. A diferença é entre quantidade de coisas e intensidade.

  • Há muitas pessoas aqui.
  • Ela trabalha muito.
  • Temos poucos recursos.
  • A sala está pouco iluminada.

Por vs para em usos básicos

Para costuma indicar destino, finalidade, prazo ou destinatário. Por costuma indicar causa, meio, passagem, troca ou duração aproximada.

  • Vou para casa.
  • Estudo para aprender.
  • Passei pelo centro.
  • Obrigado pelo presente.

Atenção: "Para" aponta muitas vezes para objetivo/destino; "por" aponta muitas vezes para causa/caminho/meio. Não há tradução única para "for".

Preposições regidas por verbos frequentes

Alguns verbos pedem preposições específicas. Essas combinações devem ser aprendidas como padrões: gostar de, precisar de, pensar em, chegar a, falar com.

  • Gosto de ler.
  • Preciso de ajuda.
  • Ela pensa em viajar.

Orações relativas com que, quem, onde

Orações relativas acrescentam informação sobre um nome. Que é o relativo mais geral; quem se refere a pessoas; onde se refere a lugar.

  • O livro que comprei é ótimo.
  • A pessoa com quem falei foi gentil.
  • Esta é a cidade onde nasci.

Orações temporais com quando, antes de, depois de

Orações temporais situam uma ação no tempo em relação a outra. Podem usar verbo conjugado ou infinitivo, dependendo da estrutura.

  • Quando cheguei, todos estavam sentados.
  • Antes de sair, feche a porta.
  • Depois de estudar, descansei.

Orações causais com porque, como

Orações causais explicam o motivo de uma ação ou situação. Porque normalmente aparece depois da oração principal; como com valor causal costuma aparecer no início.

  • Fiquei em casa porque estava doente.
  • Como estava tarde, fomos embora.
  • Ela sorriu porque entendeu a piada.

Orações finais com para + infinitivo

Para + infinitivo expressa finalidade ou objetivo. É uma forma simples e frequente de dizer por que alguém faz algo.

  • Estudo para passar no exame.
  • Saí cedo para comprar pão.
  • Ela ligou para confirmar a reunião.

Gostar de, preferir, precisar, começar a

Esses verbos são muito úteis para expressar preferência, necessidade e início de ação. Cada um tem sua regência: gostar de, preferir algo a outra coisa, precisar + infinitivo, precisar de + substantivo e começar a + infinitivo.

  • Gosto de caminhar.
  • Prefiro chá a café.
  • Preciso descansar.
  • Comecei a estudar cedo.

Leve a gramática para o contexto real

Leia histórias curtas bilíngues e veja estas estruturas em frases reais.